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Publicado em 7 de Setembro de 2017 às 10:29
Acordo de dois anos garante reajuste de 2,75% aos bancários

Fruto de uma negociação de dois anos após 31 dias de greve em 2016, a Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2018 garantiu aos bancários este ano reajuste acima da inflação: 2,75%. Para 2017, o reajuste vai repor integralmente a inflação (INPC/IBGE), que no acumulado dos últimos 12 meses ficou em 1,73%, e garantir mais 1% de aumento real nos salários e em todas as verbas. Pela CCT, esse percentual é arredondado para mais, chegando, portanto, a 2,75%.

 

O presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, Edvaldo Barros, lembrou que esse reajuste é uma conquista importante nesse momento em que o Brasil vive uma crise econômica, política e de alto índice de desemprego. “A decisão de um acordo de dois anos foi acertada e esse ano, a negociação com a Fenaban continua em questões como emprego, saúde, condições de trabalho, segurança. Com apoio da categoria e a organização sindical conseguiremos garantir a manutenção dos postos de trabalhos e avançaremos nas outras questões”, ressaltou Edvaldo.

 

Esse reajuste de 2,75% também será válido para a PLR dos bancos privados e vales refeição e alimentação, além do auxílio creche/babá. Os novos valores já são válidos para os salários referente ao mês de setembro, a serem pagos em outubro. Já a PLR deve ser paga até o dia 30 de setembro. A Contraf-CUT já solicitou aos bancos a antecipação do pagamento. Atendendo à solicitação, o Banco do Brasil, que tem um programa próprio de PLR, que independe do índice, já efetuou o pagamento da PLR aos funcionários no dia 31/08.

 

“Esta não é a realidade da maioria das categorias e, entre as empresas públicas, os bancários serão, possivelmente, a única categoria que obterá aumento real neste ano”, disse Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT.

 

Defesa do emprego

Outro avanço obtido com o acordo de 2016 foi a criação dos Centros de Realocação e Requalificação Profissional, previstos na cláusula 62 da CCT dos bancários. Os bancos deverão criar estes centros para, ao invés de demitir funcionários, requalificá-los e realocá-los em outros postos de trabalho. O direito foi acrescentado na CCT da categoria nas negociações de 2016 e a redação da cláusula foi aprovada na última reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

 

Uma das prioridades dos bancários deste ano é a defesa do emprego. O Comando Nacional dos Bancários entregou à Fenaban uma proposta de Termo de Compromisso com 21 pontos para proteção de empregos, de direitos históricos e de delimitação dos atos nocivos que podem advir da nova Lei Trabalhista (Lei 13.467/2017) e da Lei de Terceirização (Lei 13.429/2017) e de outras que ainda tramitam no Congresso Nacional. A Fenaban vai discutir o termo com os bancos para dar a resposta à Contraf-CUT.

 

Com informações da Contraf-Cut

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