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Publicado em 7 de Novembro de 2017 às 11:08
Audiência debate importância dos bancos públicos para região norte do Estado

 

 

Nesta segunda-feira (6), foi a vez do município de Coxim receber a audiência pública “Em Defesa dos Bancos Públicos”. O encontro destacou a importância dessas instituições bancárias no desenvolvimento econômico do município e do Estado. O debate ocorreu na Câmara Municipal da cidade e foi transmitido ao vivo pelas redes sociais.

 

Os palestrantes foram o presidente da Fetec-CUT/CN, Cleiton dos Santos Silva, e a economista e supervisora técnica do escritório do Dieese de Mato Grosso do Sul, Andreia Ferreira. A audiência pública é uma realização dos Sindicatos dos Bancários de Campo Grande e Dourados, Assembleia Legislativa, Prefeitura e Câmara de Municipal de Coxim.

 

“Nós estamos defendendo a Caixa Econômica e o Banco do Brasil e trazendo essa discussão para a cidade de Coxim. Tudo que é patrimônio do povo está sendo vendido e a preço de “banana”. Não dá para admitirmos que esses bancos sejam privatizados. Precisamos cobrar desse governo, unir a classe política de Coxim e do nosso estado para defender todas as empresas públicas e, principalmente, para defender esses bancos”, destacou o presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, Edvaldo Barros.

 

Os impactos da privatização estão sendo discutidos em todo o Brasil. O presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, Ronaldo Ferreira Ramos, explicou que, em Mato Grosso do Sul, a intenção é realizar pelo menos nove audiências públicas para reforçar a importância dos bancos públicos. “Só para se ter uma ideia, 56% do crédito do Brasil passa pelos bancos públicos. Nós temos hoje 288 agências bancárias em Mato Grosso do Sul, destas, 134 são de bancos públicos, que movimentam milhões de reais. É do banco público que sai o dinheiro do Pronaf, responsável por 70% da produção de alimentos. É do banco público que sai o recurso do Fies, que dá oportunidade aos estudantes de baixa renda”.

 

 
Edvaldo Barros - Presidente do SEEBCG-MS                                            Ronaldo Ferreira - Pres. do Sind. dos Bancários de Dourados

 

Durante a palestra, o presidente da Fetec-CUT/CN, Cleiton dos Santos Silva, lembrou que o debate inclui ainda o BNDES, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia e cinco bancos estaduais, e falou sobre as estratégias do governo para tentar justificar as privatizações.

 

“No início deste ano, Banco do Brasil e Caixa demitiram mais de 15 mil bancários, e não houve contratação para substitui-los. O que vai acontecer? Vai ter uma demora no atendimento. E daqui a pouco estão dizendo “melhor que seja privatizado porque já não nos presta o serviço que precisamos”. Essa é a lógica que o governo desenvolve para sucatear o serviço e, com isso, convencer a população, assim como o próprio trabalhador, de que aquela empresa de fato necessita de uma nova gestão”.

 

Cleiton ainda destacou que os bancos públicos funcionam como reguladores de crédito no sistema financeiro porque tem o papel de trazer as taxas de juros para baixo, de forma a regular o mercado no país. Essas instituições geram dividendos para o tesouro nacional e utilizam o lucro para executar políticas públicas como, por exemplo, o financiamento de moradia popular. “O projeto Minha Casa Minha Vida entregou, em 2014, 2,6 milhões de moradias. A Caixa e o Banco do Brasil juntos financiaram montante superior a 400 bilhões referentes ao programa. Itaú, Bradesco e Santander financiaram 87 bilhões. O total dos três bancos não chega a 25% do valor financiado pelos bancos públicos”.

 

 
Cleiton dos Santos - Pres. Fetec/CN                                                                         Andreia Ferreira - DIEESE

    

Realidade Local

A supervisora técnica do escritório do Dieese de Mato Grosso do Sul, Andreia Ferreira, apresentou números sobre a realidade do município de Coxim. A cidade é uma das 62 que tem agência bancária no Estado. As primeiras unidades a serem inauguradas foram do Banco do Brasil, há 53 anos, e da Caixa Econômica, há 36 anos. Essas agências fazem parte do total de 83 em todo o Estado.

 

“Ainda tem 17 cidades sem agência bancária no Estado. Imaginem a vida dessas pessoas sem um banco. Agora, imaginem se o Banco do Brasil e a Caixa não tivessem vindo aqui para Coxim. O que teria acontecido com o município? Se não tem um banco público para as pessoas receberem benefícios da previdência social, por exemplo, que representam um montante de 62 milhões de reais no município. É dinheiro que movimenta os principais setores da cidade como comércio e serviços”.

 

Andreia Ferreira lembrou que um banco privado chegou a se instalar na cidade, mas por considerar falta de lucratividade, fechou a agência. O mesmo pode acontecer se o Banco do Brasil for privatizado, por isso, a palestrante ressaltou a necessidade de se reforçar e ampliar esse debate.

 

“A quem interessa que o Banco do Brasil não tenha mais uma agência na cidade de Coxim? A quem interessa que 33 mil pessoas não tenham acesso aos serviços bancários? Alguém está ganhando com isso e, se há uma privatização, seguramente não é a população. Precisamos nos unir, resistir e avançar. Compartilhar com as outras pessoas a importância dos bancos públicos para que a gente possa criar e participar das estratégias de resistência”.

 

Além dos diretores do SEEB-CG, bancários e a população em geral, participaram da audiência pública as autoridades e representantes: Carlos Henrique Ferreira da Silva, secretário de desenvolvimento econômico de Coxim; Vladimir Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Coxim; João Grandão, deputado estadual; Thereza Cristina Ferreira, secretária geral do SIMTED (Sindicato dos Trabalhadores em Educação); Aparecido Jorge da Rocha, representando os agricultores familiares; além dos vereadores Abílio Vanelli, Lucimar Barbosa (Careca); Dinalva Mourão, Valcide dos Santos (Sinval) e Marcos Vaz.

 

Por: Adriana Queiroz / Assessoria de Comunicação do SEEBCG

 

 

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