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Publicado em 21 de Junho de 2017 às 09:44
Audiência pública inicia discussões em defesa dos bancos públicos no MS

 

A Audiência Pública “Em Defesa dos Bancos Públicos” realizada nessa terça-feira (20) iniciou, em âmbito estadual, a luta contra a possível privatização de bancos como a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES, que são responsáveis por viabilizar políticas públicas e garantir o desenvolvimento de setores produtivos.

 

O debate na Assembleia Legislativa foi proposto pelo deputado estadual João Grandão e pelos Sindicatos dos Bancários de Campo Grande-MS e Região e de Dourados-MS e Região. Mato Grosso do Sul foi o primeiro estado do país a realizar uma audiência pública sobre o assunto.

 

O desmonte e a precarização dos bancos públicos podem provocar mais demissões de funcionários e, principalmente, prejudicar a população de baixa renda. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, Edvaldo Barros, a grande discussão nesse momento não é só o emprego do bancário, mas o que esses bancos proporcionam para toda a sociedade.

 

“Nosso objetivo é conscientizar a população sobre o papel fundamental que esses bancos exercem e fazer um apelo para que a classe política também defenda essas instituições públicas, principalmente no interior do Estado. Defender os bancos públicos é defender o sonho da casa própria, o sonho de milhares de brasileiros que usam o FIES para cursar uma faculdade. Vale lembrar que 76% dos beneficiários deste financiamento estudantil são estudantes que vieram da rede pública”, explica Edvaldo.

 

 
Os presidentes do SEEB-CG, Edvaldo Barros, e da Contraf-CUT, Roberto von der Osten

 

A audiência pública contou com a participação do presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, do presidente da Fenae, Jair Ferreira, do presidente da Fetec-CUT/CN, Cleiton dos Santos, do presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados-MS e Região, Ronaldo Ferreira Ramos, do secretário adjunto de Governo e Gestão Estratégica de MS, Jader Julianelli, do defensor público Renato Rodrigo dos Santos, além de representantes de sindicatos e movimentos sociais.

 

 
O presidente da Fetec-CUT/CN, Cleiton dos Santos, e o deputado estadual João Grandão

 

Segundo o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, os bancos privados têm a natureza de rentabilidade, liquidez e risco e não têm interesse de desenvolver nenhuma ação social, por isso, as instituições públicas são tão importantes. “O país precisa deste instrumento financeiro para alocar recursos nas regiões e nos setores mais necessitados da economia”, relata o presidente da Contraf-CUT.

 

Já o presidente da Fenae, Jair Ferreira, citou a crise financeira. “Se não tiver o governo que banque os juros, a tendência é ficar cada vez mais altos. Sem bancos públicos, a crise pode se agravar. Queremos que o governo mantenha as linhas de crédito dessas instituições públicas para a economia girar”.

 

O presidente da Fenae ressaltou ainda que os bancos públicos auxiliam no equilíbrio das contas públicas repassando ao Tesouro dividendos e juros sobre capital próprio. A Caixa repassou, apenas em 2016, R$ 1,7 bilhão ao Tesouro.

 

  
Os presidentes da Fenae, Jair Ferreira, e do SEEB-Dourados, Ronaldo Ferreira

 

O presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados-MS e Região, Ronaldo Ferreira Ramos, informou que países como a Rússia e China priorizam os bancos públicos porque sabem que são cruciais para tirar o país de uma crise e, no Brasil, acontece o inverso disso. “Querem entregar esses bancos para a iniciativa privada, que visa apenas lucro. Isso seria uma perda irreparável. Privatizar é retroceder, é depor contra o desenvolvimento do país”.

 

Os bancos públicos sustentam segmentos específicos, como industrial, rural, habitação e tecnologia. A Caixa tem cerca de 70 por cento do mercado imobiliário. Outra função importante dessas entidades é promover a inclusão bancária da população mais carente e de atendimento a regiões de baixo interesse para os bancos privados. No caso de investimentos em saneamento básico, por exemplo, cerca de 80% do crédito é ofertado pelos bancos públicos.

 

 

Por: Adriana Queiroz/Assessoria de Comunicação do SEEB-CG

Fotos: Reginaldo de Oliveira/Martins e Santos Comunicação

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