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Caixa Econômica Federal

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Publicado em 19 de Dezembro de 2017 às 14:42
Caixa torna rotineiro o registro irregular de jornada e denúncias se multiplicam

Com sua política de redução do quadro de empregados, fechamento de agências e imposição de metas exorbitantes, a direção da Caixa aponta para o banco o caminho do aniquilamento de seu potencial como agente de políticas públicas, sem se ater também à deterioração das condições de atendimento ao cidadão, com reflexos danosos na rotina de trabalho e na saúde dos bancários.

 

E a resposta ao gargalo que vem se estreitando e à demanda de trabalho que se avoluma, a resposta da cúpula da empresa é se fazer de desentendida, fingindo que não vê o avanço da prática de irregularidades que atentam contra os direitos e a dignidade profissional dos empregados.

 

O registro irregular da jornada de trabalho, sem pagamento das horas extras, é uma das irregularidades rotineiras, que já beira a norma institucionalizada.

 

Conforme observa a secretária de Juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt, “o banco sempre argumentou que a orientação aos gestores é para que não exijam e não permitam que funcionários trabalhem após registrarem sua saída, mas o fato é que essa é uma ocorrência comum no cotidiano de trabalho dos empregados da Caixa”.

 

Fabiana salienta também o fato de que “têm sido generalizadas e constantes as extrapolações de jornada na Caixa, à base de pressão para cumprimento de meta de economia de horas extras, ocorrendo, inclusive, ameaças de descomissionamento dos que registram a jornada corretamente”.

 

O número de denúncias que chegam aos sindicatos não para de crescer, a tal ponto que acabou por resultar em convocação da Caixa para audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT), em 6 de dezembro último.

 

Diante do que foi apurado em inquérito civil, a Procuradora do Trabalho Marici Coelho de Barros Pereira alertou a Caixa para o fato de que a prática de irregularidades pode ensejar uma ação pública e salientou que “os horários de trabalho devem ser efetivamente registrados, correspondendo a realidade laborada, com respectivo pagamento das horas extras”.

 

A magistrada propôs um Termo de Compromisso de Ajuste de Conduta (TAC) relativo ao controle diário de jornada para todos os empregados, sem margem a irregularidades e a subterfúgios por parte da Caixa.

 

A Caixa se comprometeu a analisar o TAC. O Ministério Público do Trabalho agendou nova audiência para o dia 18 de dezembro, para possível assinatura do TAC.

 

“O Sindicato tem poder de negociação, mas não de fiscalização. Apenas as denúncias que chegam até nós é que podemos usar para inibir a prática nociva da ‘hora besta’. Denuncie! O combate e o anonimato, nós garantimos”, adverte o diretor do Sindicato e membro da Comissão Executiva dos Empregados, Wandeir Severo.

 

“É muito importante que os trabalhadores, que sofrem com pressão por registro irregular, denunciem essas atitudes aos sindicatos para que seja feito o encaminhamento para a procuradora”, reforça o também diretor do Sindicato Antonio Abdan.

 

Fonte: Fetec-CUT/CN

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