25 de Junho de 2018 às 08:47

Itaú coloca trabalhadores no “limbo”

Desrespeito

Para disfarçar sua política de corte de postos de trabalho, o Itaú está colocando parte dos seus trabalhadores em um verdadeiro “limbo” dentro do banco. Justificando baixa performance e falta de perfil, gestores estão deixando bancários à disposição de outras áreas, impondo que o próprio trabalhador encontre uma vaga em prazos que variam de 30 até 60 dias no máximo. Caso não encontrem, são demitidos.

“O Itaú, ancorado na reforma trabalhista de Temer, tem aprofundado sua política de cortes de postos de trabalho. Um absurdo para um banco que, apenas no 1º trimestre lucrou R$ 6,4 bilhões, crescimento de 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Porém, para disfarçar o banco adota a tática de colocar o bancário nesse limbo. Para piorar, muitas vezes o próprio bancário à disposição tem de treinar o trabalhador que vai substituí-lo na sua área de origem. Como que é possível que o trabalhador não tenha perfil para trabalhar em uma determinada área, mas seja o responsável pelo treinamento de quem vai ingressar na mesma?”, questiona o dirigente do Sindicato de São Paulo e bancário do Itaú, Júlio Cesar Silva Santos. 

“Quem tem domínio das vagas existentes no banco é o RH, que por sua vez tem um consultor em cada área, mas quando o trabalhador à disposição o procura, ele diz que não pode fazer nada para ajuda-lo. Os bancários estão entregues a própria sorte pelo banco. Além disso, muitas vezes o bancário não tem o perfil ou o treinamento adequado para as vagas divulgadas no portal. Para piorar, por ter sido colocado à disposição, gestores de outra área possuem uma grande resistência em aceitá-lo”, acrescenta o dirigente. 

De acordo com Júlio, esse tipo de postura por parte do banco é extremamente danosa para o trabalhador. “Esse bancário, colocado em um limbo, submetido a pressão de ter que encontrar uma vaga para não ser demitido, está sujeito a um grave trauma emocional. É uma irresponsabilidade por parte do banco.” 

O dirigente enfatiza ainda que os trabalhadores que mais sofrem com essa política do banco são os PCDs. “Para evitar demitir um PCD, e ter de contratar outro para substituí-lo, o banco o coloca à disposição. É mais interessante para o Itaú fazer isso do que demitir o trabalhador, e o mesmo entrar com uma ação e conseguir ser reintegrado.” 

Júlio destaca também a importância desses trabalhadores colocados à disposição informem a sua situação ao sindicato. 

“Essa situação demonstra na prática que o Centro de Requalificação e Realocação Profissional, previsto na nossa Convenção Coletiva de Trabalho, está inoperante no Itaú. Os bancários que estão enfrentando ou venham a enfrentar esse limbo devem procurar o Sindicato, para que nós avaliemos cada caso e atuemos junto aos gestores buscando soluções”, alerta o dirigente.

Fonte: SEEB/São Paulo

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