7 de Dezembro de 2017 às 16:12

Sindicato realiza ação em defesa da Caixa 100% pública

Mobilização Nacional

Os diretores do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região visitaram várias agências da Caixa Econômica Federal nesta quinta-feira (7). A ação faz parte do movimento nacional realizado por empregados da Caixa e movimentos sociais contra a abertura de capital do banco.

Em Campo Grande, os dirigentes sindicais se dividiram em grupos e, em cada unidade bancária, entregaram panfletos e conversaram com a população e os funcionários que serão diretamente afetados, caso a instituição seja privatizada. “Nós apresentamos números que comprovam que é necessário manter a Caixa 100% pública. É uma instituição que tem um importante papel social e econômico”, disse o presidente do SEEB-CG, Edvaldo Barros.

Ele explica ainda que a mobilização acontece justamente no dia em que está sendo realizada a reunião do Conselho de Administração da Caixa, que pode apreciar mudança no estatuto com intuito de transformá-la em uma Sociedade Anônima.

A Caixa financia políticas sociais, como “Minha Casa Minha Vida” e Bolsa Família, e projetos que garantem desenvolvimento e geração de renda em diversos setores como habitação, saneamento básico, agricultura, esporte, cultura e educação.

O secretário de esportes, Jadir Fragas, que é funcionário da Caixa, também participou da ação. “Nossa intenção foi mostrar para a população qual o papel da Caixa como banco público, onde ela atua, e falar dos riscos da abertura de capital, pois a Caixa não sendo pública, não haverá interesse dos outros bancos em atuar nessas áreas”, destacou.

Praticamente todos os brasileiros tem alguma ligação com o banco. Com 156 anos de história, a Caixa é responsável ainda pela administração dos R$ 487,3 bilhões do FGTS e pelo pagamento dos R$ 176,6 bilhões (até junho) em benefícios como seguro desemprego, abono salarial e PIS.

Outra questão levantada pelo sindicato é que o desmonte dos bancos públicos, como a Caixa, faz parte da estratégia do governo federal para tentar justificar o processo de privatização. “As ações do governo de não substituição de empregados, de não contratação de novos funcionários, deixam as agências em situação precária de atendimento. E mesmo com todo o empenho dos empregados, muitas vezes, não é possível entregar o atendimento adequado à população. É uma forma de precarizar as condições de trabalho e pressionar a entrega ao capital privado”, analisou Jadir Fragas.

Por: Assessoria de Comunicação do SEEB-CG

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