17 de Março de 2026 às 11:58

Sindicato protesta contra demissões e fechamento de agências do Bradesco

Dia de Luta

Nesta terça-feira, dia 17 de março, o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região participou do Dia Nacional de Luta contra as demissões no Bradesco, como parte da campanha que denuncia a política do banco de reduzir empregos e fechar unidades enquanto amplia seus lucros. Em Campo Grande, o ato de protesto foi na agência da Rua Barão do Rio Branco, que teve sua abertura retardada em uma hora.

Durante a manifestação, os dirigentes sindicais conversaram com os bancários e com a população, denunciando os impactos negativos da gestão do Bradesco. Enquanto o Bradesco registrou, em 2025, lucro líquido de R$ 24,7 bilhões, um crescimento de 26%, 1.923 vagas foram eliminadas no mesmo ano. Dados do Dieese reforçam a gravidade do cenário:

  • 7,5 mil postos de trabalho foram fechados em cinco anos;
  • 3.539 demissões ocorreram desde março de 2024, início do novo plano estratégico.

O resultado é sobrecarga de trabalho, pressão por metas e piora nas condições de trabalho para quem permanece no banco.

“Os funcionários que permanecem estão sobrecarregados, adoecendo devido ao alto índice de metas abusivas. Cada bancário hoje é responsável por uma carteira de milhares de clientes e, ainda assim, precisa cumprir metas desumanas. Enquanto o Bradesco mantiver sua postura atual, a categoria seguirá na luta em defesa dos empregos e do atendimento à população”, destaca a presidenta do sindicato e vice-presidenta da Fetec-CUT/CN, Neide Rodrigues.

 

Além disso, o fechamento de unidades e a redução de funcionários afetam diretamente o atendimento à população, com: mais filas nas agências; maior dificuldade para resolver problemas; atendimento cada vez mais digitalizado; e redução do acesso a serviços bancários em cidades menores e regiões periféricas.

“O banco simplesmente encerra as atividades de unidades bancárias e, em municípios que contam com apenas uma agência, ele fecha as portas e deixa a população totalmente desassistida”, afirma o representante da Fetec-CUT/CN na COE Bradesco e diretor do sindicato, José dos Santos Brito.

 

O dirigente sindical ainda alerta para o caso específico de Campo Grande, onde o banco gere a folha de pagamento da prefeitura. Brito ressalta que o descaso gera filas de até duas horas: “O Bradesco não tem funcionários suficientes para atender o volume de clientes da folha que ele mesmo comprou. É preciso que o banco contrate e que o poder público cobre esse compromisso. O banco não pode apenas extrair lucro da região e abandonar a população com um serviço precário”, conclui.

 
 
 
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Por: Comunicação do SEEBCG-MS


 

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