17 de Julho de 2012 às 11:20

BB afirma disposição em negociar, mas não discute jornada de 6 horas

Jornada de 6 horas

Bancários cobram soluções para diversos problemas no BB

A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomaram na terça-feira,10 de julho, o processo de negociação permanente com o Banco do Brasil, em Brasília. Um dos temas em debate foi a jornada de 6 horas para todos os funcionários. 

Confira na íntegra a ata de negociação AQUI.

Nova negociadora

O diretor de relações com funcionários e entidades patrocinadas do BB, Carlos Eduardo Leal Neri, apresentou a nova negociadora do banco, Aurea Faria Martins, que manifestou o desejo de começar as discussões da pauta específica, aprovada no 23º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, assim que as entidades sindicais fizerem as entregas das minutas à Fenaban e ao BB.

Jornada de 6 horas

A posição do BB gerou indignação por parte dos representantes dos trabalhadores. O banco afirmou que não vai negociar a implantação da jornada correta de 6 horas para todos os comissionados sem redução de salários.

A expectativa das entidades sindicais era a mesma de todo o funcionalismo que chegou a ouvir do próprio diretor do BB, Carlos Neri, em 2011, que o banco resolveria o problema da jornada.

Após uma mesa temática sobre jornada - com o objetivo de coleta de dados e informações entre as partes para posterior mesa de negociação -, ocorrida após a campanha de 2011, os trabalhadores esperavam que o banco cumprisse o compromisso público de resolver o problema e a afirmação hoje de que a empresa não vai discutir o tema com a representação sindical é um total desrespeito ao processo negocial.

O banco disse que a jornada de 6 horas é tema de Plano de Comissões e que isto é estratégico e não discute em mesa de negociação. Além disso, o BB ressaltou que não discute questões ligadas ao plano de metas, arquitetura organizacional e de remuneração da empresa.

O banco observou que isso não quer dizer que não possa apresentar ao movimento sindical a decisão sobre o tema, caso decida algo sobre a jornada mais adiante.

"Além de todos os problemas de péssimas condições de trabalho e do assédio moral institucional para o cumprimento do programa 'caótico' de metas Sinergia BB, o banco sinaliza uma coisa para os funcionários e depois não cumpre. Os bancários darão a resposta a esse comportamento na campanha nacional deste ano", afirma William Mendes, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e secretário de formação da Contraf-CUT.

Sinergia BB e assédio moral

A Contraf-CUT pediu ao banco que informasse como estão os números do fechamento do semestre nas várias agências do país. As entidades sindicais já sabem que a maior parte das dependências não conseguiu atingir a etapa ouro e os bancários estão sendo forçados pelos superintendentes do banco a fazerem diversas arbitrariedades para cumprir algo impossível e sem nenhuma regra clara.

O banco pediu que as entidades sindicais apontassem alguns dos problemas e assim foi feito: foco em metas individuais e carteiras, o programa muda a toda hora (três vezes neste semestre), a maior parte do país não cumpriu a etapa ouro (só cerca de 10%), não existem mais parâmetros para negociar qualquer eventual parcela adicional ao modelo básico de PLR da Fenaban na rede varejo. A Contraf-CUT já havia avisado isso ao banco em fevereiro deste ano.

Sobre assédio moral, os dirigentes sindicais relataram diversos casos como o descomissionamento de 23 gerentes de agência em MG, de maneira estranha. Também foi apontado o recente caso de assédio no Ceará, onde gerentes foram obrigados a assinarem "termos de compromisso" para cumprirem metas e que, se não cumprissem, seriam descomissionados por insubordinação.

Após mais alguns exemplos, o banco informou que não compartilha com essas ocorrências. Mas o fato é que o Sinergia BB é um programa que inevitavelmente leva a situação de assédio moral, causando fraudes e irregularidades.

PSO - implantação em nível nacional

Os sindicatos já fizeram plenárias por todo o país e constataram tudo aquilo que haviam apontado que ocorreria com as plataformas de suporte operacional. Os trabalhadores reafirmaram no 23º Congresso que são contrários a essa forma de gestão.

A Contraf-CUT apontou vários problemas e propostas para o setor. As dotações das PSO devem ser revistas e aumentadas. Os caixas devem ser efetivos, ter comissões e receber pontuação na carreira de mérito.

Não pode haver nenhuma dependência com apenas um caixa. Os gerentes de serviço não podem executar serviço de caixa. É uma lista enorme de problemas que também levarão os bancários do setor a participarem fortemente da Campanha Nacional 2012.

Pagamento do interstício de 3% sobre o VCPI

As entidades sindicais já haviam discutido com o banco a respeito do acerto dos valores desde março de 2012, mas até o momento o BB não efetuou o pagamento.

O banco ficou de verificar a finalização dos acertos e informar à Contraf-CUT quando fará a regularização do pagamento, inclusive com os valores retroativos ao mês da conquista do direito.

Discriminação nas remoções automáticas

Essa importante conquista dos bancários do BB, que acabou com a discriminação interna para a transferência dos funcionários entre dependências (vide revista Espelho Nacional) vem sendo burlada sistematicamente pelos gestores dos departamentos do banco e com a conivência de algumas Gepes.

Com a desculpa de alegar que as vagas estão bloqueadas para alocar bancários envolvidos em processos de reestruturação, os gestores estão escolhendo escriturários para trabalhar, desrespeitando os normativos internos e o próprio concurso público.

A Contraf-CUT apresentou exemplos e suspeitas sobre a burla no sistema de remoção automática e na discriminação de escriturários que não conseguem ser realocados. O banco afirmou que não é orientação da empresa permitir aos gestores fazerem processos para escolher escriturários para atuarem nos setores.

Denúncias sobre burlas na remoção de escriturários devem ser encaminhadas para a Diref/Colet.

Visa Vale

Os trabalhadores do Espírito Santo, que possuem o vale refeição e alimentação Visa Vale, estavam sofrendo o risco de não poderem mais utilizá-los a partir do dia 16 por questões comerciais no Estado.

Após a cobrança de solução tanto por parte do Sindicato e da Federação dos Bancários do RJ-ES quanto da Contraf-CUT, o banco informou ao final da negociação que o problema foi resolvido. O convênio está em ordem e a partir desta quarta-feira (11) haverá comunicado nesse Estado avisando da regularização.

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