6 de Julho de 2026 às 10:56

Dia Nacional de Mobilização marca lançamento da Campanha Nacional dos Bancários 2026 em Campo Grande

#MovidospelaLuta

Nesta segunda-feira, 6 de julho, o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região participa do Dia Nacional de Mobilização em Defesa do Emprego, parte da Campanha Nacional dos Bancários e das Bancárias 2026. O ato, que também marca o lançamento oficial da campanha na capital sul-mato-grossense, foi realizado em frente a uma agência do Bradesco na Avenida Afonso Pena.

A mobilização antecede a segunda rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, que está marcada para esta terça-feira (7), quando a categoria reivindicará a defesa do emprego bancário, contra a precarização do atendimento e o fechamento de agências.

"Este ato marca o lançamento oficial da nossa campanha. A partir de hoje, vamos visitar as agências para levar informações atualizadas sobre a negociação com os bancos, iniciada na semana passada. Precisamos da categoria unida para somar nessa luta em defesa da nossa convenção coletiva, que já tem mais de 33 anos de história", convocou o secretário-geral do sindicato, Rubens Jorge Alencar.

 

Rubens ainda destacou que a presidenta do sindicato, Neide Rodrigues, integra o Comando Nacional e vai participar amanhã (7) da rodada de negociação com a Fenaban para defender a manutenção dos empregos e os demais direitos da categoria.

 

“Iniciaremos as visitas a todas as unidades bancárias de Campo Grande para apresentar a pauta de reivindicações entregue aos banqueiros, convocando a categoria a se engajar junto ao Sindicato. Manter a unidade que historicamente nos trouxe grandes conquistas é fundamental. Precisamos fortalecer nossa mobilização para defender os direitos conquistados e assegurar o aumento real de salário”, destacou José dos Santos Brito, secretário de Finanças do SEEBCG-MS.

Em 2025, os cinco maiores bancos obtiveram conjuntamente um lucro líquido de R$ 124 bilhões. Entre 2020 e 2025, os bancos públicos e privados registraram crescimento de 46% e 114%, respectivamente, no lucro líquido. Entretanto, apesar desses resultados multibilionários, desde 2016 o setor eliminou mais de 83,5 mil postos de trabalho e, desde 2015, mais de 8,5 mil agências (queda de 37% na rede física).

A reestruturação dos bancos vai além do fechamento de agências e do fim do atendimento presencial, englobando a precarização do trabalho por meio da terceirização e da contratação via PJ. Além disso, critica a concentração dos lucros gerados pela automação e inteligência artificial nas mãos dos bancos, argumentando que a inovação tecnológica não deve resultar em demissões ou perda de direitos.

Entre as reivindicações relacionadas ao emprego que a categoria irá levar para a mesa de negociações com a Fenaban estão:

- Garantia de emprego: proibição de demissões em massa e fim da rotatividade injustificada.
- Proteção nas reestruturações: mudanças por fusões ou tecnologia devem ser negociadas antes com o movimento sindical.
- Fim da terceirização: quem faz atividade bancária deve ser reconhecido como bancário, com todos os direitos da categoria.
- Tecnologia com proteção: criação de comissão para acompanhar a automação e impedir vigilância abusiva.
- Agências digitais também são bancos: direitos iguais e jornada regulada para quem trabalha em escritórios digitais.
- Mais contratações: número adequado de funcionários para reduzir filas, a sobrecarga e o estresse.
- Qualificação e inclusão: incentivo à formação de mulheres na TI e processos seletivos sem preconceito de raça, gênero ou idade.

Leia mais: Em 1ª negociação, Comando pleiteia mais vagas para PCDs, jornada 4x3 e garantia do direito à desconexão
Bancários vão à negociação com a Fenaban nesta terça (7) para defender emprego bancário

 Por: Comunicação do SEEBCG-MS

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