30 de Abril de 2026 às 10:30
1º de Maio
O 1º de Maio de 2026 será marcado por atos políticos, festivais culturais e atividades de formação organizadas pelas entidades sindicais em todo país. A convocação nacional reforça a luta pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada sem redução de salários, em um momento de pressão sobre o Congresso para votar propostas que tratam da jornada de trabalho.
Além da jornada, a mobilização deste ano reúne outras pautas centrais da classe trabalhadora, como:
A pauta também inclui o combate ao feminicídio, ampliando a defesa da vida das mulheres como tema central das mobilizações.
Em Campo Grande, o ato pelo Dia do Trabalhador será nesta quinta-feira, dia 30 de abril, através da Marcha da Classe Trabalhadora de MS. A concentração será às 4h, na Praça do Rádio Clube.
O 1º de Maio tem origem nas lutas operárias do fim do século XIX, em meio à expansão do capitalismo industrial. Naquele período, trabalhadores enfrentavam jornadas superiores a 14 horas diárias, sem descanso e sem direitos básicos. A principal reivindicação era a redução da jornada para oito horas.
Em 1886, essa luta ganhou força em Chicago, nos Estados Unidos, quando milhares de trabalhadores entraram em greve no dia 1º de maio. Dias depois, um protesto na Praça Haymarket terminou em repressão policial, com mortos e feridos. Lideranças operárias foram presas e condenadas, tornando-se símbolo internacional da luta trabalhista.
Em 1889, organizações internacionais instituíram o 1º de Maio como Dia Internacional dos Trabalhadores. A data passou a ser adotada em diversos países como momento de mobilização por direitos e melhores condições de vida.
No Brasil, a organização dos trabalhadores ganhou força no início do século XX. Em 1917, São Paulo registrou uma greve geral que mobilizou cerca de 50 mil operários contra a carestia e as condições precárias de trabalho. A repressão foi violenta, mas consolidou a presença da classe trabalhadora na cena política nacional.
Ao longo das décadas, a mobilização garantiu conquistas importantes. O 1º de Maio foi reconhecido oficialmente em 1924. Posteriormente, direitos como o salário mínimo e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passaram a estruturar a proteção social no país. Durante a ditadura militar, sindicatos foram perseguidos, mas mantiveram a resistência e a organização coletiva.
Com informações da CUT
Link: https://seebcgms.org.br/noticias-gerais/fim-da-escala-6x1-sera-a-principal-bandeira-de-luta-neste-dia-do-trabalhador/