3 de Março de 2026 às 15:46

Mês da Mulher: o despertar para a realidade

Basta!

Celebrar o Mês da Mulher e o 8 de março vai muito além de homenagear as mulheres; é um convite urgente à reflexão sobre as barreiras que ainda tentam silenciá-las. 

Quando encaramos a estatística de que uma mulher sofre violência a cada dois minutos, compreendemos que o debate sobre segurança e respeito não pode ser adiado.

Precisamos transformar o silêncio em diálogo e a conscientização em ação, reafirmando que a luta por um mundo mais justo para as mulheres é uma responsabilidade coletiva que não pode esperar mais nenhum minuto.

Tipos de violência: nomear para enfrentar

O feminicídio é o desfecho trágico de um ciclo de violências anteriores. Por isso, é importante que as mulheres consigam identificar as violações das quais são vítimas.

Conheça os tipos mais frequentes de violência baseada em gênero contra as mulheres:

  • Violências de Controle e Sofrimento Psíquico
  • Violências de Integridade Física e Corporal
  • Violências Sexuais e Exploração
  • Violências Patrimoniais e Morais

Saiba que ciúme, controle e humilhação não são amor. Amor não é violento e não faz ameaça!

Rompa o ciclo de violência. Denuncie!

Se você ou alguém que você conhece está em situação de violência, não se cale.

Procure a rede de proteção:

  • Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180
  • Disque Direitos Humanos - Disque 100
  • Em casos de emergência, acione a Polícia Militar, por meio do 190
  • Em Campo Grande, procure a Casa da Mulher Brasileira - Rua Brasília, s/n - Jardim Imá

Basta! Não irão nos calar!

Em 2019, a categoria criou o projeto “Basta! Não irão nos calar!”, que oferece atendimento jurídico humanizado, com a preparação de equipes para indicar caminhos jurídicos aplicáveis a cada caso de violência doméstica.

Presente em 14 entidades, cobrindo 485 cidades nas cinco regiões do país, o "Basta!" já realizou mais de 530 atendimentos, resultando em 312 medidas protetivas de urgência, com base na Lei Maria da Penha.

Na base do SEEBCG-MS, está em fase de implantação e deve ser lançado ainda neste ano de 2026.

Movimento sindical na luta pelos direitos das bancárias

Nos últimos 20 anos, o movimento sindical da categoria bancária conquistou importantes vitórias na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), sendo:

1986: conquista do auxílio-creche;
2000: cláusula sobre igualdade de oportunidades é incluída na CCT;
2009: ampliação da licença-maternidade para 180 dias (a lei determina 120) e extensão de direitos aos casais homoafetivos;
2010: inclusão da cláusula que criou o programa de combate ao assédio moral;
2016: licença-paternidade dos bancários, que era de 5 dias, passa a ser de 20 (pauta importante na luta por relações compartilhadas entre homens e mulheres);
2020: programa de prevenção à violência doméstica e familiar contra bancárias, incluindo a criação de canais de acolhimento, orientação e auxílio às mulheres em situação de violência doméstica e familiar;
2022: conquista da cláusula de combate ao assédio sexual na CCT;
2024: Bolsas para c410apacitação de mulheres, pessoas trans e PCDs em programação e tecnologia.

"Entendemos que a luta da mulher bancária é a luta de toda a categoria. Não podemos aceitar que o ambiente de trabalho ou a sociedade sejam palcos de desigualdade e medo. Ao fortalecermos nossa Convenção Coletiva e nossas estruturas internas, reafirmamos que o SEEBCG-MS é uma rede de proteção para cada trabalhadora." 
Neide Rodrigues, Presidenta do SEEBCG-MS 

Secretaria de Mulheres: espaço de apoio e resistência

O SEEBCG-MS criou a Secretaria de Mulheres para fortalecer essa luta por igualdade de gênero, equidade salarial e combater a discriminação e violência contra as mulheres no ambiente de trabalho e na sociedade em geral.

A secretaria tem como objetivo principal promover ações e campanhas para sensibilizar e conscientizar a categoria bancária e a sociedade sobre a importância da igualdade de gênero e o respeito aos direitos das mulheres.

Além disso, a secretaria é responsável por apoiar e orientar as bancárias que sofrem assédio moral ou sexual no trabalho, bem como promover ações de combate à discriminação salarial.

"Os números da violência nos alertam que não há tempo a perder, e nossa resposta é a organização. Estamos aqui para acolher as companheiras que enfrentam o assédio e a discriminação, oferecendo as ferramentas necessárias para romper ciclos de abuso. Onde houver uma bancária sofrendo injustiça, o sindicato estará presente para garantir que sua voz seja ouvida e seus direitos preservados.” 
Luciana Rodrigues, Secretária de Mulheres do SEEBCG-MS

Por: Comunicação do SEEBCG-MS


 

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