1 de Outubro de 2020 às 12:20

Mesmo com altos lucros, bancos quebram compromisso e demitem durante pandemia

Demissões

Mesmo com a crise econômica agravada pelo coronavírus, os bancos continuam sendo o setor mais lucrativo do Brasil. Os cinco maiores bancos do país lucraram R$12,1 bilhões no segundo trimestre de 2020, mesmo assim, continuam demitindo em plena pandemia.

Em março, o Comando Nacional dos Bancários criou um comitê de crise com os bancos contra o coronavírus e, entre as medidas conquistadas, estava um acordo de que não haveria demissões durante a pandemia. Santander, Bradesco, Itaú e Mercantil garantiram não fechar agências ou demitir funcionários enquanto durasse a maior crise sanitária e econômica dos últimos tempos.

Porém, a partir de denúncias apuradas pelo movimento sindical, os bancos continuam demitindo em um momento onde os bancários mais precisam de emprego, já que a pandemia está longe de acabar no Brasil.

A situação do desemprego é mais crítica em grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, mas em Campo Grande também estão ocorrendo demissões. O Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região reafirma o repúdio a qualquer desligamento neste momento e acompanha cada caso.

“Em Campo Grande, a situação também é crítica, o desrespeito dos bancos começaram na irresponsabilidade de continuarem as cobranças pelas metas abusivas nesse momento crítico para a saúde mental dos trabalhadores. Os bancos agora estão demitindo os bancários, mesmo que tenham acordado com o movimento sindical de não fazer isso enquanto durasse a pandemia. Não há justificativa para tratar os trabalhadores desse modo, os bancos continuam com lucros exorbitantes e desrespeitam os maiores responsáveis por esses lucros: os bancários”, afirma a presidente do SEEBCG-MS, Neide Rodrigues.

Ainda de acordo com a presidente, os bancários que tiverem algum desligamento irregular devem entrar em contato com o sindicato para que as medidas legais sejam tomadas.

“Nós estamos acompanhando de perto cada demissão e reiteramos que o bancário procure o nosso sindicato caso haja alguma irregularidade ou demissão sem justa causa, pois iremos lutar para reverter essa situação em prol do trabalhador”, destaca.

As demissões são maiores no Santander, Itaú, Bradesco e Mercantil do Brasil. O grupo espanhol é o campeão de demissões no Brasil: cerca de 900 trabalhadores perderam o emprego em plena pandemia, mesmo o trabalho dos funcionários brasileiros representando cerca de 30% dos lucros mundiais.

Já na última semana, o Bradesco informou que trabalhadores que forem comunicados da sua demissão sem justa causa terão os planos de saúde e odontológico mantidos por seis meses além do que prevê a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

No comunicado, o banco cita o “compromisso” do Bradesco em “apoiar e adotar medidas de enfrentamento à pandemia” e a “adoção do princípio de valorização de pessoas.

“Mas, na verdade, o banco confirma de forma clara é a quebra de um compromisso assumido publicamente, o de não demitir enquanto durar a pandemia. Estamos juntos com a Contraf e as demais entidades sindicais cobrando do Bradesco que reverta essa decisão e cesse as demissões. Estamos cobrando o compromisso de manter os empregos”, informa a presidente do sindicato.

Itaú

O Itaú lucrou R$ 28 bilhões em 2019 e R$ 8 bilhões no primeiro semestre deste ano, mas o banco pressiona, assedia e demite bancários. Por isso, os bancários de todo o Brasil realizam um novo tuitaço, nesta sexta-feira (02). A ação faz parte da campanha #ItaúNãoDemitaMeusPais, lançada na semana passada, para denunciar os desligamentos, que contrariam o compromisso da direção do Itaú de não demitir durante a pandemia do coronavírus (Covid-19).

O tuitaço será realizado a partir das 11 horas (horário de Brasília). Os trabalhadores devem usar a hashtag #ItaúNãoDemitaMeusPais.

Por: Assessoria de Comunicação do SEEBCG-MS

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